O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino votou neste domingo (4) no Centro de Ensino Dr. Clarindo Santiago, localizado no bairro Olho D’Água, em São Luís.
Após registrar seu voto, Dino falou rapidamente com a imprensa e destacou a importância da democracia. Em declaração à TV Mirante, afirmou que, por ocupar atualmente o cargo de ministro do STF, não poderia comentar assuntos políticos.
"Como ministro do STF, não posso comentar assuntos políticos, mas ressalto a importância da democracia", disse Flávio Dino.
Flávio Dino foi governador do Maranhão por dois mandatos consecutivos, entre 2015 e 2022, e também exerceu o cargo de senador pelo estado. Em 2023, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal.
No pleito deste domingo (4), os eleitores do Maranhão votam para deputado federal, deputado estadual, duas vagas para o Senado, governador e presidente da República. O estado possui mais de 5,1 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições deste ano.
Trajetória de Flávio Dino
Flávio Dino de Castro e Costa, de 58 anos, é ministro do Supremo Tribunal Federal desde fevereiro de 2024. Natural de São Luís, é advogado, professor, ex-juiz federal e político.
Formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), onde também atua como professor, Dino foi aprovado em 1994 no concurso para juiz federal, exercendo a magistratura por 12 anos. Em 2006, deixou o cargo para ingressar na política.
Foi eleito deputado federal pelo Maranhão para o mandato de 2007 a 2011 e, em 2008, foi candidato a prefeito de São Luís. Entre 2011 e 2014, presidiu a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em 2010, disputou pela primeira vez o governo do Maranhão, sem sucesso. Em 2014, venceu a eleição para governador, tomando posse em 2015. Foi reeleito em 2018 e permaneceu no cargo até 2022.
Após deixar o governo, foi eleito senador pelo Maranhão. Em 2023, licenciou-se do mandato para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No fim de 2023, foi indicado por Lula para uma vaga no STF. A indicação foi aprovada pelo Senado, e ele tomou posse como ministro da Corte em 22 de fevereiro de 2024, ocupando a vaga deixada pela ministra Rosa Weber.
Ao longo da carreira, também foi presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), integrou o Conselho da Justiça Federal e ocupou o cargo de secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).







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