No último dia de horário eleitoral gratuito, em 1º de outubro, o presidente Lula (PT) levou à TV o caso envolvendo Nossa Senhora Aparecida e a proibição de apostas ilegais (bets) para criticar o adversário Flávio Bolsonaro (PL). O senador, por sua vez, fez um discurso sobre a necessidade de mudança do "velho sistema", afirmou que o brasileiro sente "medo" e "aflição" e repetiu o bordão "ou o Brasil vence ou eles derrotam o Brasil".
O programa de Lula na tarde desta quinta-feira começou com a leitura de uma "nota oficial" sobre o conflito entre Flávio Bolsonaro e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
"Diante dos ataques de Flávio Bolsonaro à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e à Igreja Católica, manifestamos o nosso repúdio", diz a nota. "Nossa solidariedade aos bispos, aos devotos de Nossa Senhora Aparecida e aos brasileiros de todas as religiões."
O programa do petista também associou Flávio Bolsonaro à proliferação de apostas ilegais no país. Na semana anterior, Lula enviou ao Congresso uma Medida Provisória que proíbe esse tipo de aposta no Brasil.
Um locutor questiona: "Sabe por que as bets se espalharam pelo Brasil?" Em seguida, aparecem vídeos de Paulo Guedes, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), e do próprio Flávio Bolsonaro, que defende a legalização de cassinos no país. A propaganda pergunta: "Será que o Flávio Bolsonaro está ao lado das bets ou da sua família?"
O programa também mostrou o presidente Lula, de camisa social em estúdio, falando sobre mudança, com a perspectiva de "continuar avançando".
Flávio Bolsonaro usou a palavra "mudança" para dar o tom do programa dele, mas com outra perspectiva, a de "um novo Brasil". O programa intercalou discurso do senador em estúdio, vestido de camisa e paletó, com imagens de atos de campanha nas ruas, incluindo cenas ao lado da mulher dele, Fernanda, com destaque para um beijo entre os dois.
Nas cenas de campanha de rua, apareceram aliados como Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo; Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital paulista; e Nikolas Ferreira (PL), deputado federal.
"Eu senti de perto as dores que vocês estão sentindo. Ouvi, testemunhei o medo que está apavorando cada um de vocês. Eu fui aos mercados, eu vi a aflição que todo mundo hoje tem de não conseguir encher o carrinho", disse Flávio Bolsonaro.
Além de Lula e Flávio Bolsonaro, participaram do horário eleitoral os candidatos à presidência Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), que têm direito a tempo de TV pela legislação eleitoral. Caiado defendeu que o eleitor não vote "contra esse ou aquele", mas sim em quem acredita. Cury afirmou que "o Brasil precisa de novas ideias".







EleiçõesNa TV, Lula fala em risco de cortes em programas sociais e de caso Ana Clara; Flávio Bolsonaro prioriza críticas à economia e propostas para segurança
EleiçõesFlávio Bolsonaro se reúne com influenciadores em SP; Marçal orienta evitar críticas a Lula e defende uso do medo na campanha
EleiçõesNa TV, Flávio Bolsonaro diz ser alvo de fake news, e Lula fala às mulheres
Ainda não há comentários aprovados.