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Eleições

Presidente do PT diz que falta de ônibus caracteriza crime e reafirma tentativa de manipulação da eleição ao citar big techs

Edinho Silva, presidente do PT, afirmou que a redução da frota de ônibus em capitais como São Paulo e Salvador configura descumprimento da legislação eleitoral e interfere no processo de votação do segundo turno.

Por Atualizada em 25/10/2026 às 19:00

Presidente do PT diz que falta de ônibus caracteriza crime e reafirma tentativa de manipulação da eleição ao citar big techs
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou na tarde de domingo (25) que a redução da frota de ônibus em várias cidades brasileiras durante o segundo turno das eleições caracteriza uma tentativa de interferência no processo eleitoral.

Segundo Edinho, a falta de ônibus em capitais como São Paulo e Salvador "só reafirma a manipulação que o PT vem enfrentando desde o início do pleito deste ano".

"É grave o que aconteceu em relação ao transporte no Brasil inteiro. Aqui em São Paulo e na Bahia está caracterizado descumprimento da legislação. Nos outros estados estamos apurando ainda. Mas São Paulo e Bahia descumpriram a legislação. O que é grave, porque quem precisa de transporte público, as pesquisas mostram, é o nosso eleitorado. Isso significa interferir diretamente no processo eleitoral. Só reafirma aquilo que nós enfrentamos a eleição inteira: manipulação das big techs. Na reta final, infelizmente, a gente constata isso".

"A lei existe para ser cumprida. Quando a legislação estabelece a garantia de direito de transporte ao eleitor, penso que ela deve ser cumprida. Quem descumpre a lei está cometendo um crime e está interferindo no processo eleitoral".

Edinho Silva deu a declaração na chegada ao Hotel Intercontinental, na região dos Jardins, Centro de São Paulo, onde a campanha de Lula (PT) aguardava o resultado da apuração do segundo turno.

"Espero que a gente aprenda com esse processo eleitoral no Brasil e a gente corrija. Porque os erros são graves."

Sobre a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, Edinho afirmou:

"Não quero falar sobre ministros agora. Só quero que o TSE faça cumprir a legislação. Nós não fechamos o processo ainda. Há muito o que fazer até o dia da posse. Quero continuar acreditando que as instituições brasileiras vão sair fortalecidas desse processo. E que a democracia sai fortalecida, que a gente aprenda com tudo o que está acontecendo agora".

Prorrogação do horário de votação

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de encerramento da votação até as 19h do domingo (25) após relatos de redução da frota de ônibus em diversas cidades do país. A decisão vale para todas as seções eleitorais do Brasil.

A medida foi tomada mesmo após determinação da Justiça Eleitoral para que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans mantivessem 100% da frota em operação no dia da votação, em níveis equivalentes aos dias úteis.

O pedido de prorrogação foi protocolado pela coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitando liminar de urgência para estender o horário de votação em municípios afetados por problemas no transporte público.

A solicitação abrangeu pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também pediu prorrogação por duas horas em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, atingidos por fortes chuvas, incluindo Belo Horizonte, Poços de Caldas, municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de São Borja, Itaqui e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Problemas no transporte público em São Paulo

No Terminal Varginha, extremo sul da capital paulista, moradores relataram espera de até três horas por ônibus. Em Santana, na Zona Norte, e na região do Jardim Ângela, na Zona Sul, também foram registradas filas de passageiros aguardando transporte.

Na Vila Zilda, Zona Norte, houve relatos de motoristas que se recusaram a levar moradores aos locais de votação.

Passando de carro pelo entorno do Terminal Santana, pessoas encontraram ônibus parados e passageiros esperando transporte público sob chuva. Um casal decidiu oferecer caronas a eleitores que precisavam se deslocar.

Em entrevista ao g1, uma pessoa que preferiu não se identificar contou que saiu de casa para ajudar passageiros após notícias sobre a circulação reduzida de ônibus e devido às chuvas. Segundo o entrevistado, chovia bastante no momento em que passaram pelo local.

Durante o trajeto, uma senhora disse que precisava votar no bairro Jaçanã. O casal perguntou se ela precisava de carona, mas percebeu que ela e outras pessoas estavam receosas em aceitar a oferta.

"Minha esposa saiu pelo terminal, perguntamos a muita gente, mas o receio de aceitar ficou nítido".

Na Estrada M'Boi Mirim, próximo ao número 4.017, por volta das 13h, passageiros ficaram sob chuva aguardando transporte por mais de 40 minutos.

Fonte original: g1.globo.com

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