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Eleições

Sem detalhar, OEA diz que houve 'ativismo político internacional' na eleição; TSE descarta interferência

Organização dos Estados Americanos afirmou que eleições no Brasil ocorreram de forma pacífica, mas apontou 'ativismo político internacional'. Tribunal Superior Eleitoral não registrou interferência estrangeira.

Por Atualizada em 07/10/2026 às 03:00

Sem detalhar, OEA diz que houve 'ativismo político internacional' na eleição; TSE descarta interferência
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A Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou em relatório divulgado nesta terça-feira (6) que as eleições no Brasil no último domingo (4) transcorreram de forma pacífica e “sem incidentes de maior gravidade”, mas que houve, no entendimento da entidade, "ativismo político internacional" sobre o processo eleitoral brasileiro.

As afirmações constam do relatório “Missão de Observação da OEA - Eleições gerais de 2026 no Brasil”, divulgado após representantes da entidade terem atuado como observadores internacionais do processo eleitoral.

“Assim como já foi observado pelas Moes [missões] da OEA em outras ocasiões, verifica-se uma tendência cada vez mais frequente de chefes de Estado fazerem declarações públicas sobre processos eleitorais em andamento em outros países do continente”, diz o relatório da OEA.

O relatório da OEA não menciona algum caso específico. No entanto, integrantes do governo brasileiro vêm atribuindo aos presidentes Donald Trump (EUA) e Javier Milei (Argentina) movimentos para tentar interferir nas eleições brasileiras, buscando ajudar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Posição do TSE sobre interferência estrangeira

No domingo, ao fazer um balanço do primeiro turno, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, ao ser questionado se houve ingerência externa, respondeu que não foi registrado pela Corte nenhum alerta de “interferência estrangeira” na votação.

Os representantes da OEA estiveram em seções em 21 estados e no Distrito Federal. Assim como a organização, outras entidades internacionais, a exemplo de órgãos da União Europeia e do Mercosul, também foram chamadas pelo TSE para atuar como observadoras do processo.

Eleições pacíficas e sem incidentes graves

Ainda no relatório divulgado nesta terça, a OEA afirma ter concluído que as eleições transcorreram de forma pacífica, organizada e “sem incidentes de maior gravidade”.

“A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos […] parabeniza o povo brasileiro por sua participação nas eleições gerais realizadas no último domingo, 4 de outubro, em uma jornada cívica e pacífica”, diz o texto.

Atraso na divulgação dos resultados

O relatório da OEA também faz menção ao fato de que, entre 19h06 e 20h06 do domingo, o sistema de divulgação de dados do TSE não divulgou parte dos resultados.

Segundo o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, houve um congestionamento no sistema e que isso não prejudicou a contagem dos votos.

Fonte original: g1.globo.com

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