O Supremo Tribunal Federal (STF) está promovendo uma triagem criteriosa das citações a ministros da Corte no âmbito do chamado caso Master. A iniciativa, orientada pelo presidente do STF, Edson Fachin, visa separar referências feitas por terceiros de informações com robustez jurídica que possam justificar a abertura de investigações.
A Polícia Federal (PF) ficará responsável por produzir um relatório contextualizado, sem juízo de valor, mas contendo elementos concretos que deem consistência às informações. Entre os alvos da apuração está Ciro Soares, lobista que trabalhava para Vorcaro, e que pode ser investigado por suspeitas de tráfico de influência e de venda de suposto acesso a ministros.
Após essa triagem, caberá ao plenário do STF decidir quais informações devem ser investigadas ou arquivadas.
O objetivo dessa ação é tentar dar um encaminhamento institucional ao caso antes da chegada da nova composição do Senado Federal. Segundo entendimento de setores do STF, caso a Corte não tome uma decisão sobre o material, o Senado poderá fazê-lo, o que ampliaria a pressão política sobre o Supremo.
Esse encaminhamento, no entanto, não ocorrerá antes do segundo turno das eleições, e não há prazo definido para a conclusão do trabalho.
O STF já teve a oportunidade de avançar no caso no dia 15 de setembro, mas, em vez disso, a crise se ampliou com acusações mútuas e sem encaminhamento jurídico para apurar os fatos divulgados envolvendo ministros e o caso Master.
Presidente do STF, Edson Fachin, em audiência com Andrei Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal — Foto: Gustavo Moreno/STF






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