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Política

Aliado de Lula, presidente da CCJ defende anistia pelo 8 de janeiro e admite conversas com Alcolumbre

O senador Otto Alencar, aliado do presidente Lula e presidente da CCJ do Senado, defendeu a anistia para os condenados pelo 8 de janeiro, incluindo Jair Bolsonaro, e confirmou conversas com Davi Alcolumbre sobre o tema, que está ligado à disputa pela presidência do Senado.

Por Atualizada em 28/10/2026 às 15:00

Aliado de Lula, presidente da CCJ defende anistia pelo 8 de janeiro e admite conversas com Alcolumbre
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O senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, defendeu, nesta quarta-feira (28), o avanço de um projeto que prevê anistia para os condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Otto Alencar admitiu ter mantido conversas sobre o tema com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A discussão ganhou destaque após o senador Flávio Bolsonaro, derrotado na eleição presidencial, deixar o país.

A proposta não seria direcionada exclusivamente a Jair Bolsonaro, mas beneficiaria o ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado e que cumpre prisão domiciliar.

"São pessoas que tiveram penas que, segundo os seus defensores, estão bem acima do que se esperava. Não é só o Jair Bolsonaro", afirmou Otto Alencar.

Contexto da discussão e presidência do Senado

A discussão sobre a anistia ocorre em meio à disputa pela reeleição de Davi Alcolumbre na presidência do Senado. O senador busca dividir a direita para conquistar votos desse grupo político.

Para se reeleger, Alcolumbre precisa de pelo menos 41 votos e enfrentará uma Casa com bancada mais à direita. O partido de Flávio Bolsonaro terá 28 senadores a partir de 2027 e contará com o apoio de siglas como o Novo, além de parlamentares alinhados ideologicamente ao bolsonarismo, mesmo que filiados a outras legendas.

O líder da Oposição e coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), também articula candidatura à presidência do Senado.

Aliados de Alcolumbre afirmam que ele tem conversado com senadores de diversos partidos, inclusive do PL, pregando um discurso de pacificação.

Embora não haja um caminho fechado, o acordo poderia envolver a aprovação de uma anistia, que precisaria ser sancionada pelo presidente Lula, ou um indulto presidencial, que cabe exclusivamente à Presidência da República. Outra possibilidade seria uma revisão judicial das penas.

"A política conversa. Ele é presidente do Congresso, mas não tem um fato ainda", disse uma pessoa próxima a Alcolumbre.

Posicionamento de Otto Alencar

Otto Alencar destacou que o presidente Lula fez um discurso de pacificação após a vitória eleitoral e que é o momento de resgatar o "Lula paz e amor".

"O grande esforço é que se possa agora ter um entendimento para a pacificação nacional. Está na hora daqueles que têm responsabilidade buscarem reduzir a beligerância. E a maioria dos senadores pensa como eu penso."

Segundo Otto, resta definir o momento político adequado para pautar o tema, cabendo a Davi Alcolumbre essa decisão.

Aliados do presidente do Senado avaliam, entretanto, que a saída do país de Flávio Bolsonaro pode dificultar o processo de pacificação, dependendo dos desdobramentos futuros.

Fonte original: g1.globo.com

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