O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou, nesta quinta-feira (05), a lista dos minerais qualificados como críticos e estratégicos para o país. Entre eles estão terras raras, grafita, níquel, potássio e nióbio.
Esses minerais têm aplicações em áreas diversas, como transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia.
Segundo o governo federal, os minerais foram distribuídos em três classes (prioridade alta, média e baixa), observando a importância deles para o país em termos de soberania e industrialização e considerando fatores como risco geopolítico, concentração geográfica da produção e potencial de substituição.
Essa definição está prevista na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em setembro.
Primeira reunião do Conselho
O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos é o espaço de coordenação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).
A política tem o objetivo de ampliar a agregação de valor em território nacional, estimulando a pesquisa e a lavra, bem como o beneficiamento, a transformação e a mineração urbana.
A política considera como críticos os minerais cujo abastecimento está sujeito a riscos capazes de afetar setores essenciais da economia.
Já os estratégicos são aqueles considerados importantes para o desenvolvimento tecnológico e regional, para a balança comercial ou para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Esta foi a primeira reunião do pleno do Conselho, que é formado por diversos ministérios, como o da Fazenda e das Relações Exteriores, e entidades da sociedade civil. Além da lista dos minerais qualificados como críticos e estratégicos, também foi discutido o regimento interno do conselho.
O governo planeja realizar uma nova reunião no início de dezembro. Na ocasião, devem ser reguladas as cadeias produtivas prioritárias. A etapa é considerada importante para o avanço dos incentivos no setor.







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