A força dos tambores, a presença dos encantados e a riqueza da ancestralidade negra no Maranhão integram a exposição “Terecô de Codó: o caminho de Mestre Bita do Barão entre tambores, encantados e ancestralidade”. A abertura oficial ocorreu no Museu Cafua das Mercês, Museu do Negro, localizado no Centro Histórico de São Luís, acompanhada por uma apresentação tradicional de Tambor de Terecô.
A mostra integra a programação do Mês da Consciência Negra e presta homenagem a Wilson Nonato de Sousa, o Mestre Bita do Barão de Guaré, falecido em 2019 e reconhecido como uma das principais referências das religiões de matriz africana no Brasil.
Acervo e acerto cultural do Terecô
A exposição reúne um acervo composto por objetos pessoais, registros fotográficos, documentos e materiais históricos que reconstroem a trajetória de Mestre Bita. Em paralelo, a montagem apresenta ao público os rituais, cantos, rezas e toques que fundamentam a tradição preservada pelos praticantes do Terecô Tambor das Matas.
Surgido no interior do estado durante o século XVIII, o Terecô tem o município de Codó como seu principal polo de preservação. A manifestação religiosa afro-brasileira combina elementos do Tambor de Mina, da Umbanda e do catolicismo popular.
Período de visitação
A iniciativa é realizada pelo Governo do Estado do Maranhão, em conjunto com o Museu Cafua das Mercês e a Tenda Umbandista Rainha de Iemanjá.
A exposição permanecerá aberta para visitação pública no Museu Cafua das Mercês até o dia 30 de março de 2027, permitindo ao público imergir nos saberes e na memória cultural da religiosidade afro-maranhense.







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