A decisão do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, de não reconhecer a vitória do presidente Lula e pedir a anulação da eleição não deve ter apoio de outras legendas oficialmente.
Até o momento, MDB, Republicanos, União Brasil e PSD, que estavam apoiando o senador do PL, já reconheceram a vitória do presidente Lula.
No PP, partido do ministro Ciro Nogueira, o senador eleito Arthur Lira (AL) também reconheceu a vitória do petista e o parabenizou.
Dentro do próprio PL, há quem seja contra contestar o resultado, inclusive na cúpula partidária. No entanto, dificilmente algum líder do PL irá se pronunciar oficialmente no sentido oposto ao anunciado por Flávio Bolsonaro na noite de domingo (25), após a vitória do presidente Lula.
Segundo levantamento do g1, pouco mais de 35 mil eleitores votaram depois das 17h, horário em que estava valendo a prorrogação de duas horas do final da eleição determinada pelo ministro Cristiano Zanin. Esse número, portanto, não afetaria o resultado final.
Mesmo que algumas seções tivessem sido reabertas, a baixa abstenção nos Estados em que Flávio Bolsonaro solicitou a prorrogação não alteraria o placar final, que mostrou Lula conquistando mais de 10 milhões de votos de vantagem.
Além disso, a abstenção no país foi menor no segundo turno do que no primeiro, indicando que os problemas ocorridos não afetaram a presença dos eleitores nas seções eleitorais espalhadas pelo Brasil.
Mais eleitores decidiram votar, e não o contrário, o que enfraquece o discurso usado por Flávio Bolsonaro para justificar sua decisão de não reconhecer a vitória de Lula e pedir a anulação do pleito presidencial.
A decisão do ministro Cristiano Zanin, que determinou a prorrogação em duas horas da eleição deste domingo, foi considerada polêmica.
Flávio Bolsonaro acusa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de tomar uma decisão para beneficiar o presidente Lula, destacando que Zanin foi advogado e indicado pelo petista.
No entanto, o PL também fez dois pedidos de prorrogação do horário de votação em mais duas horas. Nos locais solicitados pelo PL para prorrogar a votação, a abstenção também foi menor.
Até no governo Lula há quem avalie que Zanin não deveria ter tomado a decisão, ainda que tecnicamente tivesse argumentos para isso. Assessores do presidente destacam que a proximidade do ministro com Lula está sendo usada pelos bolsonaristas para questionar um resultado que, pelos números, não pode ser contestado.
A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro foi de 4,4 milhões de votos, um número expressivo que afasta qualquer dúvida sobre a vitória nas urnas.







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