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Política

Damares Alves nega que se filiará ao PL após declaração de Valdemar: 'Nunca'

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que não pretende se filiar ao PL, após o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, anunciar a intenção de levá-la para o partido. Enquanto isso, o Republicanos articula a filiação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para fortalecer a sigla.

Por Atualizada em 04/11/2026 às 22:00

Damares Alves nega que se filiará ao PL após declaração de Valdemar: 'Nunca'
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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou nesta quarta-feira (4) que nunca se filiará ao PL. A declaração foi dada ao g1 após o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, anunciar publicamente que pretende levar a parlamentar para o partido.

A troca de declarações ocorre em meio a articulações do Republicanos para filiar a ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF). Damares negou que vá mudar de sigla e confirmou que há um esforço para atrair Michelle. A ex-primeira-dama conquistou 38.496 votos e assumirá a cadeira em 2027.

Lideranças do Republicanos, entre elas o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, já disseram publicamente que a ex-primeira-dama seria bem-vinda ao partido. Michelle tem papel central no PL e foi convidada recentemente a voltar ao comando do PL Mulheres.

Declarações de Valdemar Costa Neto sobre Damares Alves

Na terça-feira (3), ao ser questionado pelo portal Metrópoles sobre a movimentação do Republicanos, Valdemar classificou a articulação como “bobagem” e afirmou que o PL é que filiaria Damares.

“Vamos trazer a Damares”, disse.

Valdemar afirmou que a filiação seria concretizada “em breve”, mas evitou detalhar as negociações.

“Não posso falar mais”, declarou.

Contexto político e perfil das lideranças

Damares já exerce mandato no Senado pelo Distrito Federal. Michelle foi eleita neste ano com 38.496 votos (29%), a maior votação da história do DF, e assumirá uma cadeira na Casa em 2027. As duas são importantes lideranças da direita, sobretudo entre mulheres.

À frente do PL Mulheres, Michelle atuou na mobilização de eleitoras e na ampliação da presença feminina na legenda. Segundo a própria ex-primeira-dama, o número de mulheres filiadas ao partido dobrou durante sua gestão, entre 2023 e junho de 2026.

Michelle é vista como um nome que pode assumir protagonismo na oposição ao governo Lula, principalmente após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. Derrotado pelo petista na eleição presidencial, Flávio deixou um vácuo de liderança na direita. Além da ex-primeira-dama, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é apontado como uma possível liderança desse campo.

Movimentações recentes na direita

Na semana passada, Michelle defendeu Tarcísio nas redes sociais e afirmou que Jair Bolsonaro é grato a ele. O governador havia sido alvo de ataques de bolsonaristas após admitir publicamente a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030.

Fonte original: g1.globo.com

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