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Maranhão

Estudo aponta que Centro de São Luís registra mais horas de calor intenso que a Avenida Litorânea

Pesquisa da Uema e UFMA revela que o Centro de São Luís enfrenta em média 4h30 a mais de calor intenso diariamente em comparação com a Avenida Litorânea, devido à menor circulação de ventos.

Por Atualizada em 29/10/2026 às 18:00

Estudo aponta que Centro de São Luís registra mais horas de calor intenso que a Avenida Litorânea
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Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) identificou que o Centro de São Luís registra um período diário de calor intenso significativamente maior que o observado na Avenida Litorânea, onde a circulação dos ventos contribui para amenizar a sensação térmica.

De acordo com a pesquisa, publicada na Revista Brasileira de Geografia, periódico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Centro da capital maranhense apresenta, em média, quatro horas e 30 minutos a mais de calor intenso por dia em comparação com a Avenida Litorânea.

O estudo foi desenvolvido pela professora Maria Iranilde Almeida Costa Pinheiro, da Uema, em coautoria com Juarez Mota Pinheiro, da UFMA. A pesquisa avaliou como fatores meteorológicos, especialmente a velocidade dos ventos, influenciam a sensação térmica em diferentes áreas da cidade.

Para a análise, foram instalados equipamentos de monitoramento próximos à Biblioteca Pública Benedito Leite, no Centro, e ao Círculo Militar, na Avenida Litorânea. As medições ocorreram em cinco campanhas, com registros de variáveis meteorológicas durante 24 horas.

Os pesquisadores utilizaram o índice Physiological Equivalent Temperature (PET), que avalia o conforto térmico humano em ambientes externos, para classificar as condições observadas em quatro categorias: conforto, pouco calor, calor e muito calor.

Diferenças no desconforto térmico entre as regiões

O índice PET apresentou uma média de 30,7°C no Centro e 26°C na Avenida Litorânea, indicando uma diferença de 4,7°C na sensação térmica entre os locais. O indicador considera variáveis meteorológicas e a resposta fisiológica humana para estimar o calor percebido.

Além disso, a pesquisa apontou que a velocidade média dos ventos no Centro foi de aproximadamente 0,5 metro por segundo, enquanto na Avenida Litorânea a média foi de 3,5 metros por segundo. Segundo os autores, essa diferença na circulação dos ventos contribui para as condições térmicas mais desfavoráveis no Centro.

Implicações para o planejamento urbano

Os pesquisadores destacam a importância de considerar as características da ocupação urbana e a circulação dos ventos no planejamento dos espaços públicos. Em cidades de clima tropical quente e úmido, esses fatores influenciam diretamente as condições térmicas percebidas pela população.

Entre as estratégias apontadas para melhorar o conforto térmico estão a ampliação de áreas verdes, arborização, preservação de espaços naturais e planejamento adequado das áreas públicas.

O estudo ressalta que o conforto térmico está relacionado à qualidade de vida, saúde pública e adaptação das cidades às mudanças climáticas, além de influenciar o uso dos espaços urbanos para atividades econômicas e turísticas.

Fonte original: g1.globo.com

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